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A Colcha de Retalhos

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    Recebi um presente diferente esta semana, da mãe de uma amiga muito importante. Uma colcha de retalhos, parece simples né? e na verdade é simples aos olhos de que não sabe parar para olhar o que há por trás da sutileza da simplicidade, e sempre tento olhar tudo com calma, com óticas novas e simples,acrescentando  amor aos meus olhos, para que ele esteja em tudo que eu olhar. A mãe dessa amiga é um exemplo para mim, tal como a filha! Gosto de gente que se supera, se entrega, que acolhe, sorri e dá o que tem, na intensidade que se tem. A Dona Conceição é uma artesã, que não se aquieta, uma artesã de sabedoria iletrada, uma artesã que adoça a vida, com seus deliciosos doces e seu jeito único....    Quando ganhei essa colcha, essa simples colcha de retalhos. Eu não tinha ideia, da lição  que ela traria consigo, mas esta madrugada eu parei para imaginar, ou pelo menos tentar imaginar a Dona Conceição, com destreza separando, cortando, juntando ...

Fique sem eu ter que pedir

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As vezes o corpo que colo, e o colo quer presença sem termos que pedir por ela; outras tantas vezes o abraço demorado é um silencioso aviso a  Dizer: EU NÃO ESTOU TÃO BEM. Estranho como a agitação se transforma em necessidade de calmaria, estranho como o corpo sente carência de afago, de cumplicidade, de pele, de silêncio, mas em dupla. Fica cada vez mais claro, o porquê da afirmação de que NÃO É BOM QUE O HOMEM VIVA SOZINHO...  A falta vem, o peito silenciosamente grita, a pele arde clamando por toque e entrega. Não creio que alguém seja feliz sozinho, como também não creio que alguém seja metade de alguém, mas creio que as pessoas se juntam para se somar, tem que haver encaixe, o abraço tem que acalentar senão ele é vazio, as mãos devem bem mais que se entrelaçar... Diminui meu tom, meu ritmo, em minhas festas já não tocam, rock in roll hoje as baladinhas são para colar o rosto, ficar perto.... E por gentileza vida, manter apenas quem se agrade deste ritmo....

Arma e Resposta

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         Me convenço diariamente de que Mateus estava certo quando disse que nos últimos dias o amor de muitos se esfriaria, MT 24.12, e acredite eu não estou me referindo ao amor vertical (nós e Deus), pelo menos não especificamente.  Me refiro ao amor horizontal (nós e nosso próximo), assim como me convenço diariamente que amor tem mais de liberdade do que de amarras, amar não é ser dono, mas sim um colaborador na vida do outro, pode parecer piegas, mas o amor caminha ao lado como quem segura as mãos, mas não impede o outro...     Não impede o outro de ser ele, de ter e ser feito de singulares diferenças, de se abrir, de se expor, de falar a verdade na cara, de não ter que viver medindo cada palavra dita.  O amor não tem medo de ferir, não tem medo de tempestades de verdades, pois lá no fundo e bem lá no fundo ele sabe que o torna verdadeiro o amor é o fato, o simples fato de permanecer e mesmo ferido lutar, mesmo feri...

Um Amor que Caiba em mim.... E Nos Meus Sonhos...

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" Agora eu vou cantar pros miseráveis... Pras pessoas de alma pequena       Remoendo pequenos problemas... Pra quem não sabe amar, fica esperando  ALGUÉM QUE CAIBA NOS SEUS SONHOS."        Forte o que Cazuza cantou no Blues da Piedade né? Me perco na forma visceral que ele tinha de expor suas ideias, sendo incisivo sem ser agressivo...  A primeira vez que ouvi a música, isso me pareceu uma crítica a nossa busca desenfreada por amores perfeitinhos, pessoinhas sem defeitos que caibam nos nossos sonhos (perdoem-me o plágio).  Mas hoje não... Hoje concordo com o Senhorito Cazuza (e sim eu ouço Cazuza mesmo estando na igreja DEUS ME FALA QUE TUDO POSSO SE EU EXAMINAR... ENTÃO NEM BLUE PARA OPINIÃO ALHEIA) e ouso afirmar que ele alfinetava alguém que estava buscando o que diz na música..., mas, entendo que lá no fundo, bem no fundo do fundinho mesmo, o amor nada mais é que " buscar alguém que caiba em nossos sonhos" e em nós. ...

Complexo de formiga

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  Tenho aprendido que a vida é um eterno reajuste, diariamente temos que nos confrontar, pois, se não fizermos isto caímos na rotina, na rotina física, na rotina de aceitar pouco e dar muito, na rotina de aceitar amores em migalhas, eu tenho confrontado meu complexo de "formiga".        Por carência ou falta de vergonha na cara mesmo, aprendi a sobreviver de migalhas e aceitar relações onde me doava mais que recebia, onde amava por dois, tentava fazer dar certo por dois, eu tinha limites rígidos, mas que contrariamente cedia a cada um deles por puro medo de estar só.        O que eu notava, mas não agia a respeito, era que meus amores vazios me esvaziavam da minha dignidade também, do meu conforto, do meu prazer, eu tinha pedaços de alguém me doando por inteira.        Vivi alguns anos de minha vida aceitando amores de madrugadas carentes, encontros as "escondidas", e uma limitada preocupação por conveniência, ti...

Te querer eu não quero, mas também não vou te largar...

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  Uma das coisas das quais me envergonho desta geração a qual infelizmente pertenço é que esta  geração sente orgulho em ser conhecida como a geração do "Melhor embriagado que iludido" por mais que eu tente não consigo entender o orgulho que temos de bater no peito e cantar ou falar coisas do tipo  "eu sou de ninguém, eu sou de todo mundo e todo mundo e meu também", "Cuida bem dela, você não conhecer alguém melhor que ela, promete pra mim o que jurar pra ela você vai cumprir, mas eu fui incapaz de fazer ela feliz, mas faça ela feliz"... Sério mesmo isso de ser de ninguém? Legal.... Talvez isso justifique a enrolação de algumas pessoas.... Sabe não entendo o que dá em algumas pessoas em não querer namorar alguém, mas não deixar claro para o outro as divergências de interesses, gente que não quer namorar, mas sente ciúmes na possibilidade da pessoa arrumar alguém, e sumir da vida dela (SIM NA POSSIBILIDADE). Estranho a contradição neh? E o que dizer da...

As coisas que aprendi com você depois que te perdi

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Existe um velho ditado popular que diz que: "só aprendemos a dar valor, depois de perder um grande amor", não sou alguem apta a desmentir isto na vida da humanidade, mas na minha eu posso.... Hoje eu acordei com medo, mas não  chorei, senti saudades de alguém que mora nos meus sonhos e memórias, mas  não mais na mesma casa que eu, embora casa fale mais dele que de mim mesma. SIM SENTI SAUDADES DO MEU IRMÃO. Me lembrei que saudades, é amor que fica, é fragmentos do outro que permanece quando ele é obrigado a partir, ou será que as pessoas nos deixam por opção? Hoje apesar do medo, eu não mendiquei abrigo, mas me olhei com calma, olhei para a escuridão do meu ser aterrorizado, e para o turbilhão de dúvidas e sensações ao qual pertenço e foi a única vez nos últimos meses em que não tive vontade de sumir, eu tive orgulho de mim... Notei que aprendi mais sobre meu irmão depois que ele morreu, que em todos seus anos de vida... Pra quem olha os 22 anos que meu irmão teve de vida, po...