domingo, 28 de agosto de 2016

Good Bye 2.5

Então os 2.5 , já se preparam para virar história.... (Sem cabelos brancos Aleluias)

  Sofri um bocado para escrever sobre essa fase, sempre escrevo, é uma necessidade minhas, mas esse ano ficou difícil  porque vi e aprendi muito, principalmente a não protelar algumas  coisas, mas a continuar insistindo em ser momento no momento...

  Aprendi que legado, não é as histórias que eu conto à alguém, mas as histórias que contarão sobre mim e de mim quando eu me for. Aprendi isso ao perder minha  vó, notei que havia uma diferença gritante entre as  história que ela me contava, e as  que  ela deixou com a maneira e a vida dela. Mesmo sem me arrepender, percebi  que protelei muita coisa com ela, adiei à última visita por saber o que teria no final dessa visita.

  Engraçado como tememos perder quem amamos, engraçado como é aterrorizante a simples possibilidade de perdermos alguém. Curioso como tememos a morte mais do  que quem se depara com o instante de estar frente à frente com ela e se entregar a ela. O legado que carrego e conto da minha vó é a gargalhada que ela deu dois dias antes de escorregar sobre o fio que é a vida, a risada dela hoje se faz audível na minha risada, é essa  as palavras que passarei à diante para as próximas gerações, não importa quão difícil seja, rir e chorar sempre vai aliviar o peso e não é feio ESCOLHER entre um dos dois..

  Foi então que vi que a origem sempre é lembrada, algumas fontes por mais que se sequem continuam a gerar história através de quem dela se fez, logo somos a continuidade da existência de alguém.

   Aprendi que  só posso  deixar marcas reais, nas pessoas com as  quais convivo, sabe aquela frase “ não se explique, quem te ama não precisa de explicação é quem te odeia  não vai concordar.” Ela é bem verdadeira, só quem está no bastidores com você, sabe quem você é longe do palco, vi que é com estas pessoas que posso contar, pois é para elas que eu volto, é com essas pessoas que conto, é para essas pessoas que deixo marcas profundas, é a opinião delas que  conta para mim, elas me veem no íntimo enquanto as demais pessoas do mundo acham que sabem quem eu sou.

  Tem pessoas que não merecem quem nós somos e essência...  Por isso, desisti de querer ser a melhor pessoa do mundo para o mundo, serei a melhor pessoa para meus amigos e familiares, DECIDI SER A MELHOR PARA QUEM ME AMA MESMO QUANDO NÃO SOU TÃO BOA.... Se eu não for o Neil Armstrong para a humanidade, serei para os meus amigos e familiares...

 E isso me leva a próxima lição dos 2.5...

   Só cultivar quem acrescenta, quem não quero perder e quem mostra que a recíproca é bem verdadeira, comecei os  25 certa de que tinha poucos amigos, mas tinha em cada um deles o que precisava, encerro o mesmo  completamente certa de quem quero comigo, certa de que “QUEM É  DE VERDADE SABE QUEM É DE MENTIRA.”
   A manutenção de amizades se torna mais importante com o passar do tempo, é normal algumas pessoas irem embora com algumas épocas da vida, não temos o colégio ou a faculdade pra manter o círculo de amizade constantemente ativo, sim por mais clichê que soe e seja no final só quem é de verdade permanece, algumas pessoas virarão  apenas faces conhecidas no mural de amigos do Facebook, que vez ou outra vai te  dizer que você sumiu, como se  tudo dependesse só de  você. O que importa não deixar isso acontecer  com quem é importante para nós... Mas se mesmo assim a pessoa quiser ir, queridos reciprocidade é uma delícia não é atoa... Deixe ir quem não quer ficar...

   Vi que é tolice me comparar com as pessoas. Se eu pensasse que com 25 anos a  Taylor Swift tinha  5 discos de sucesso, e ganha por show o que eu não ganharei na minha vida toda, já teria pirado com toda certeza, à VERDADE é que é uma  questão de objetivos e o meu não é lançar disco de sucesso ou sequer lançar um disco, a vida não é igual pra todos, não somos obrigados a fazer o que todos da nossa idade fazem. Sim  eu usava exceções como regras e está na hora de parar, e focar no que tenho agora e ser feliz e bem sucedida com isso. Mas confesso que até que não seria mal o mesmo bilhão que ela tem na minha conta bancária...
  Hoje sei que estou exatamente no tempo e onde  devo estar.

  Tive certeza que trabalhar com o que gostamos, também é trabalhar só que é melhor, a grande diferença está na satisfação de ver as coisas sendo produtivas e dando a nós aquele gás para se dedicar em totalidade, resumindo ganhar dinheiro tem que ser  gostoso também... Se o que paga suas contas te dá prazer acredite você não se empenhou em vão...

  Vi o Brasil sediar as olimpíadas (e viva a Crise Econômica do país!), vi o futebol masculino ganhar a sua primeira medalha de ouro olímpica, vi o futebol feminino  ter pouquíssimos destaque só para variar.

   Entendi a diferença entre amadurecimento e endurecimento, quando crescemos nossa percepção das coisas  mudam, a agitação de viver tudo da adolescência, vai dando lugar a certeza de que as memórias mais importantes da nossa vida são imprevisíveis pode  até ser que um dia que vamos ao mercado de havaianas e moletom seja o dia pra lembrar com riso no rosto.

  A pressa diminui, e vemos que o  que realmente  queremos é aproveitar as coisas, acreditei por muito tempo que  chegava um momento em que  colocávamos as marcas  da nossa infância em uma  caixa, como a Andy do filme  do Toy Store, e nunca mais  agiria como criança, hoje entendo que o que nós torna “adultos” é a maneira que lidamos com nossas emoções e eventos da vida. (Viva minhas terapias nos sábados à tarde)

  Decidi ser a melhor tia do mundo para meus SOBRINHOS... Tá.. respeitando os limites impostos pelos pais, não tive sobrinho consanguíneos, então os da minha melhor amiga, que já eram sobrinhos viraram definitivos kkk, decidi que os amaria mais que a mim, e que construiria vínculos mais fortes com eles e se o Isaque me perguntar tia  mas e se minha mãe ficar brava por eu ter molhado a roupa eu direi que perto  de mim não , e deixaria ele falar  que  odiou meu batom. Kkk Ah quero que o Isaque e o Davi e o esse outro bebê a caminho saibam que sentar no chão e brincar com eles foi uma escolha que amei fazer, porque eles me tornaram mais responsável para as vezes que a mamãe chamava a titia para ajudar, que me tiraram o amargo que a vida foi trazendo e eu aceitando, quero que eles lembrem que fui ve-los na natação, que coloquei aqueles  chapeuzinhos ridículos de aniversário. E que embora possa não ter dado os brinquedos que queriam, dei livros e tivemos momentos inesquecíveis... Quero que eles saibam que podem contar comigo...

  Por falar na melhor amiga, a vi virar mãe de 3, e ser  consagrada missionária, e me senti orgulhosa em poder ver isso...

  Fazendo um balanço geral, percebi a importância de criarmos memórias, pois quero ter bem mais do que bens materiais, quero ter  orgulho da vida que  tive... Até aqui acho que tenho conseguido tal feito... Então bom  descanso 2.5...

terça-feira, 9 de agosto de 2016

Menos juízes e mais médicos

Uma coisa na qual essa geração tem tornado-se especialista é em julgar, sempre temos nas mangas um próximo julgamento para usarmos.

Somos tribunal quando deveríamos ser hospital, fugimos por completo daquilo que Cristo em seu exemplo nos mostrou, Ele foi a própria manifestação do que é o amor, em todo tempo e não bastando era também bom o tempo todo.

Talvez a culpa disso, seja ironicamente o aquecimento global, que afeta também nossa capacidade de tentarmos ser amor, por que somos à semelhança do Deus que é pai e filho ao mesmo tempo, mas nos esquecemos  de saber quem são os tesouros que acumulamos, sim quem são, pois estamos presos demais em nossas ânsia por sempre mais e mais dinheiro, para perdermos a vida que ele não compra em um assalto.

Tem sido mais frequente que nossos lábios profiram julgamentos, que palavras que produzam  frutos, é aparentemente mais comum vermos e nomearmos falhas que abraçarmos.

 Por vezes me pego pensando o que é que Cristo faria se ainda estivesse aqui na terra conosco, será que os ensinamentos  finalmente seriam ouvidos? Já que caímos nos mesmos lugares, o buraco do outro tem sido feito como um abismo por nós mesmos.

Algo me diz que se ainda estivesse aqui, Jesus  que eu conheço, abraçaria cada pessoa que de um modo ou outro matamos quando esquecemos que somos semeadores da vida, nossos olhos já não funcionam, nossas riquezas se tornaram  meramente materiais, apenas deixamos no asilo quem já não podemos mais perder tempo para cuidar.
 TEMOS UM BELO DISCURSO, MAS UMA ALMA PODRE

Estamos longe de sermos geração eleita e povo escolhi... Só oro pra que mais pessoas notem isso a tempo de verdadeiramente mudarmos, que paremos de dar aos porcos as pérolas que recebemos do Criador.