sábado, 30 de maio de 2015

Me Deixa Ser Sua Lembrança Bonita

    Há quem diga que o amor é aquela agitação que te dá quando você vê a pessoa, o tremer as pernas, o falhar da fala...
Há quem diga que ele é a calmaria de um abraço, o saciar de um beijo a certeza do pertencer ao se achar no olhar do outro.
    Mas eu.... Eu digo que o amor é a sua lembrança mais bonita, o equilíbrio da certeza do pertencer, do falhar da fala, a calmaria do abraçar e o tremer das pernas, o saciar de cada um dos beijos...o amor é a consenção o, é renunciar ter a razão e o calar de qualquer pronúncia. Ele é o que ele faz de você.
É o beirar a psicose das conversas bobas, mesmo que a memória não seja uma aliada, é jurar morrer sem a respiração do outro, mesmo sabendo que se a respiração do outro se findar, ainda permaneceremos vivos, e descontroladamente implorar por um seguir.... Mas segui juntos sem desistir, é permanecer quando a vontade for correr para a longe, para bem longe para ser sincera. É o construir alianças ser feliz por ter na mesma cama seu celebre inimigo.
     Não digo aquele inimigo que te faz querer mata- ló, mas sim aquele inimigo que te faz querer mudar e ser melhor, que te irrita tanto, mas que só ele mesmo te traz a paz necessária. Aquele que coloca a prova teus objetivos e intenções, que te faz querer deixar o sedentarismo da superficialidade dos sentimentos rasos é o despertar para "lutar" em manter...
O amor é a exposição da dor sem medo, é escrever cartas a punho ainda  que nelas contenham apenas um "que sorte a minha em ter encontrado você", é não temer, surpreender com o que não é esperado, enlouquecer de saudades após 5 minutos da última vez em que se viram, e fazer o outro gostar do que ele não gosta, por isso vir de você, e mandar um bilhetinho no trabalho com um "Me apaixono por você todo santo dia", o amor é fazer a pessoa corar e em seguida dar aquele sorriso de canto de boca, é acreditar que há tempo pra perdoar, sem fazer jus as coisas que não se teve, mas ter a dignidade de se culpar também pela infelicidade do outro, é aceitar que vez ou outra somos o monstro engolindo a expectativa e sonho do outro.
O amor é não temer perder a decência e pedir perdão, pois nem sempre pedir desculpas resolve, é fazer o senso do ridículo reivindicar o direito de assumir a sua culpa por esquecer o dia e o mês do primeiro beijo, por não reparar a mudança no corte do cabelo, na roupa nova, e confundir o aniversário de casamento com o dia em que compraram aquele cachorro com o qual vocês sorriram juntos várias vezes.
 É pouco estar na vida de alguém ocupando um lugar nas lembranças doloridas do passado. Amar é ir se tiver que ir, mas ir não temendo ser lembrado apenas como alguém do passado ou o melhor dos amores, ainda que vez ou outra a pessoa errada seja você, amar é desejar ser o melhor da pessoa, o melhor abraço, melhor afago, melhor sexo (porque não?) Melhor sorriso e sua paixão mais avassaladora.
   Eu só quero ser sua lembrança mais bonita, ainda que eu não seja o amor da sua vida, isso de ser o amor da vida do outro só é possível quando fazemos de tudo para não estarmos na parte da vida que o outro apagaria se pudesse, e lutar para permanecer na memória e não nos álbuns amarelados que serão jogados fora em uma faxina. Então me deixa ser... É me deixa ser uma recordação leve no meio de uma tarde difícil, me deixa fazer o carinha da padaria achar bonito a forma com que extraio os seus melhores sorrisos. Me deixa ser o papo filosófico sobre como Gonzaguinha tinha razão ao cantar, que a vida podia ser bem melhor mais não nos impede de repetir que ela é bonita, nas suas madrugadas de insônia...
Me deixa ser um abraço silencioso e duradouro e aquele carinho na ponta da orelha que você diz odiar, mas que o arrepio nas suas costas me implora para reprisar.... Me deixa ser a agressividade que te aperta contra a parede e te beija a boca, com o fato de que o mundo cala quando você me tem nos seus braços me chamando de lar.... Me deixa ser a certeza de que se um dia eu for apenas um passado para você, serei um passado que valeu a pena, e do qual se orgulha em ter vivido, esqueça comigo essa tolice de jurar ser eterno pois, isso não faz sentido para mim. Mas, me deixa viver a importância do nosso presente. Esquece comigo e ao meu lado o eterno, para ficarmos aqui deitados nos olhando, iguais... Inteiros... E entregues a beleza de ser presente sem pressa de passar, para que se um dia formos afastados, possamos ver beleza nisso de ser a boa lembrança de alguém, e esta beleza de ser a lembrança boa no outro, afastamento algum pode apagar.
Me deixa vai.... Me deixa ser sua lembrança bonita e seja a lembrança que nunca desejarei apagar...

quarta-feira, 27 de maio de 2015

Por quê te abates minha alma...?

Para cada escolha uma razão, para cada página arrancada uma coisa que queríamos esquecer...
Se cada consequência muda a direção o que estamos fazemos com nosso destino?
Minha vida é um altar da minha humanidade impressa e revelada, dos defeitos que tento mudar e da fragilidade que tento a todo custo esconder.
Meros desvaneios tolos e sonhos bobos mantém nos chãos meus pés cansados de tanto caminhar de tanto se perder na buscar por um lugar onde se encaixar e abraços para me acalmar, tento crer que a vida apesar de dura e sofrida pode ser bonita, mas se soubessem o poder de palavras pequenas, mas que aprisionam, torturam, ferem...
Ah se soubessem a fragilidade, se ao menos tivessem notado a revolta da ausência, a carência de presença, mas não tiveram um pedaço de si arrancado? Não repousa agora em pastos verdejantes um pedaço pequeno de si? Um pequeno,frágil, guerreiro e destemino..... Tal partida devia aproximar, tal ausência devia ser revertida em concerto, dali a pouco  inverteram os papéis o adulto de hoje será criança de amanhã a criança de hoje um dia cuidará deles velhinhos, em suas segundas infâncias, exigindo a si o cuidado e amor que lhe foi dado, e o que terei eu a oferecer? Como devolver o que pouco se teve? Como se honra quem te fere, quem se afasta e não protege?
Ah se a vida lhe trouxesse de volta quem ela mesmo levou, se por uma vez o coração não estivesse cansado e os olhos tristes, sonhar seria luxo...
Borboletas também se despedaçam, também possuem medo de voar,também choram também sentem dor, olhando tudo de perto, cutucando onças com os dedos de suas mãos pequenas, que cansada escreve pra não se sufocar...
Palavras mal ditas, palavras malditas, mas devíamos nos acostumar. Afinal, não foi São Thiago que disse que o menor órgão e capaz de matar? Ah vida pegastes tão pesado com alguém que mal começa a te encarar...
Se o amor é a única saída como implantar amor no coração de quem fere? Ah Irmão Thiago estavas tao certo, nossas palavras ferem mais que curam, e tu pequeno Davi, sanguinário homem segundo o coração de Deus, tu devias  estar como nós ao dizer PORQUE TE ABATES ALMA ESPERA NO SENHOR...
Mas minha alma abatida desfalece pelo caminho estou cercada de amigos me sentindo sem Sentido, gritando alto mesmo ninguém sendo capaz de escutar...
Ah mas Haverá o dia em que não temerei o bravio mas, pois entenderei  que estou sendo mansamente guiada a águas tranquilas e pastos verdejantes. Se o amor é a cura como implanta-lo no coração de quem ama e não sabe demostrar? Como não chorar? Como não te abater o minha alma,como não desejar perto o pequeno falso bem dos lábios de te beijam, de quem faz tudo errado mas ainda sim te reconstrói....
Estou cansada... De ser turbilhão de questionamentos intermináveis e sensação sufocadas, meus pés cansados querem voltar pra você, quero que a areia dos meus olhos de lugar ao tão esperado sorriso de alma, quero paz... E palavras de cura.... Quero a calmaria de um lugar onde não tenha que lutar por dois, amar por dois, quero não ser deixada pra depois...

sexta-feira, 15 de maio de 2015

E hoje mais que nunca quero ficar

Sempre tive medo dessa história de pertencer... Pertencer a alguém, a um lugar, a um sentimento, os pronomes possessivos sempre me assustaram e a meu ver não me caiam bem, não era agradáveis nem aos olhos, ouvidos e nem mesmo ao coração.
Recordo-me de ouvir a música Ovelha Negra da Rita Lee é me sentir extasiada, e acredite era bem este o sentimento quando eu cantava " Levava uma vida sossegada,gostava de sombra e água fresca!Meu Deus quanto tempo eu passei sem saber!Uh!Uh!...  Foi quando meu pai me disse:"Filha, você é a Ovelha Negra da família"Agora é hora de você assumir Uh!Uh!E sumir!..." (desculpa empolguei) mas voltando esta era uma das músicas que me inspirava nessa minha loucura de "despertencer" (está palavra passa a existir agora kk). Não que eu fosse o tipo aventureira, de sair rodando o mundo com cabelos ao vento, mesmo tendo cogitado isso zilhões de vezes, gostava apenas de não me fixar, depender, e menos ainda "esperar" por abraços, carinhos e afagos, e acho que por relutar a eles eu gostava de não te-los... Parece loucura eu sei mas me conforta que apenas um louco reconheça a loucura do outro...
Sentir me ovelha negra era libertador,eu acreditava que não sentir algumas sensações fizessem de mim uma pessoa forte e eu tola não sabia que tal fortaleza se tratava apenas de disfarce, não existe vida sem pertencer, mas eu não entendia isso...
Viver sozinho era bem melhor, eu traçava planos para uma longa vida solitária, fazia de tudo e insistia em não ser notada ou mesmo percebida, me agradava apesar de minha rebeldia, entrar em alguns lugares e não ser notada, sabe aquela sensação de "eu não sou daqui" gostava dela... Era eu  e eu contra o mundo...
Mas houve um dia em que isto mudou, um par de olhos me encontrou e gostei da sensação de me ver neles, gostei do riso torto, do arrepio ao sentir o perfume inebriante, mas como eu só sou verdadeiramente eu se relutar, manter me escondida me agradava, mesmo que a intensidade dos pronomes possessivos, e toda aquela historinha de pertencer me instigasse, não sentir e não confessar eram ser o"eu"descoberto... Não que a minha parte desconhecida assustasse alguém que não fosse eu, mas confesso que a outra parte da música soava como um alerta para o novo "Baby Baby Não adianta chamar quando alguém está perdido procurando se encontrar.Baby Baby Não vale a pena esperar Oh!Não!Tire isso da cabeça ponha o resto no lugar Ah!Ah!Ah!Ah!Tchu!Tchu!Tchu! Tchu!Não!Oh!Oh!Ah!Tchu!Tchu!Ah!Ah!..." (viu intimidade faz as pessoas se empolgarem) e era isso lá no fundo que eu temia, que a intimidade me fizesse depender de algo que eu pudesse perder e perdi...Tanto o par de olhos quanto o medo de pertencer.
E hoje mais que nunca quero ficar, quero mais que uma casa quero um lar, desses com crianças no jardim, com família reunida pra almoço de domingo,quero ter motivos pra voltar pra casa após um dia de trabalho e me jogar no sofá... não pensando bem é melhor se nos braços de alguém que me lembre todo dia o prazer de "pertencer a...", e por falar em ser de alguém hoje mais que nunca sei que quero brigar pra fazer as pazes, quero mais que nunca ter raízes e sugar do solo do pertencer os nutrientes que embelezam a vida de quem decide e se permite ser... E em meio a tudo que hoje quero ser, existe a possibilidade destes desejados braços fortes em dias de inverno não chegar, mas descobri que hoje mais que nunca quero pertencer a mim, mais que nunca estar consciente de que ninguém mora em uma casa sem devidos cuidados, então antes de ser tua e de morares em mim saiba que me pertenço mas deixarei que também venhas morar em mim...
Tenho agora não mais planos pra uma longa vida solitária e sim planos para noites de insônia, para o seu café e para o meu chá... E posso afirmar com propriedade que vais gostar de entrar... E ficar...

segunda-feira, 11 de maio de 2015

Futuro Passado

Existem dias em que acordamos com um fardo sobre nossas costas, existem dias em que a gente não quer nem se levantar da cama, as coisas se juntam e os problemas que se acumulam nos coroe lentamente, como o as rolhas das garrafas de vinho são corroídas pelo próprio vinho... Ficamos ansiosos  e cansados...
Não é estanho o paralelo entre passado e futuro? Ao olharmos para o passado vemos quem fomos, o que superamos,o que enterrados vivo pra não superar, vemos o quê tivemos que abrir mão, os caminhos que tivemos que mudar, os que talvez tivessem sido melhores alternativas se tivéssemos seguido por eles, vemos que os erros e desejos reprimidos ou confessados, trouxeram consigo  e deixaram conosco uma cicatriz....
Mas o futuro é diferente, ele é incerto e tudo que é incerto é  ameaçador na mesma medida... O futuro  nos apavora... O que seremos?  Quem seremos? Com quem estaremos? Quem nos juntará os caquinhos se nos quebrarmos?
Um futuro que nos deixa ansiosos e um passado pra ficarmos nostalgicamente depressivos, doses de bebidas letais oferecidas por algo curto e astuto chamado VIDA...
mas será que a tal de viva não sabia que o impacto do passado e do futuro, nos atrapalharia a viver o presente? Ou será que só eu em meio aos alguns bilhões de habitantes do mundo tenho a boca tapada pelo passado e os olhos vendados pelo futuro? Será que só eu agonizo e entro em choque com tais bebidas?
Há alguns meses um jovem se matou na cidade onde moro, e uma das curiosidades (não vejo vantagem na morte de alguém) do ambiente em que eu trabalho é o quanto você aprende sobre o corpo humano, o curioso no caso deste jovem é que não havia sinal ou vestígio de que ele tenha tentado se manter vivo... Ele simplesmente colocou um saco de lixo em sua cabeça e não lutou para retirá-lo, ele se deitou decidido a morrer, não se moveu, ele simplesmente deitou, colocou o saco na cabeça e morreu...
Mas sabe o que é mais curioso nisto? Livrar -Se do que nos fere e ameaça nossa vida é um movimento, uma ação involuntária do nosso próprio corpo... O corpo entra em choque e desesperadamente luta pra não se manter vivo....
Logo peguei minha fértil mente imaginando isso fazendo um paralelo e parafraseando a meu modo que o passado e o futuro, causam em nós o mesmo choque do corpo lutando pela vida.
Lutamos sem saber ao certo como lutar, mas lutamos, não esmorecemos sem termos tentado, e ainda quando alegamos ter desistido continuamos... Ainda que por movimentos involuntários...
Tentei elaborar em meu cérebro uma possível lista de motivos para as pessoas que tiram sua vida, e me sobreveio a dúvida SERÁ QUE ELE TINHA MEDO DO FUTURO, OU DORES DO PASSADO ASSOMBRANDO?  Qual eram as dores e motivos que são grandes o bastante para alguém querer calar a dor tirando com as mãos a vida? As doses de passado e futuro são fortes o bastante para desistirmos do presente?
Não conhecendo as dores desse jovem trouxe as perguntas para minha vida... Quais são meus medos? E até onde vai os poderes que eu mesma dou a eles? Qual incerteza do futuro ou dor do passado me fazem parar e ter a sensação de que tudo está morrendo? E porquê desistir é uma alternativa?
Sabe aqueles dias em que temos a sensação ou melhor a certeza de que algo não flui como deveria ou gostaríamos?
Não que se cansar seja errado, mas desistir é... E não temos motivos pra isso se a bíblia nos garante que o passado Ele lança fora e já está no futuro, porque deixamos o presente morrer, porque aquietarmos se o presente é um presente pra viver, e ele está aqui agora nos pedindo,implorando pra vivermos crendo que quem determina o que seremos ou o que fomos somos nos mesmos.... O segredo está No Presente.... E o presente que determina o que sentiremos no futuros e quanto ao passado...
Tenho uma amiga que tem a virtude de sorrir pro futuro e a mania de me recordar que: "O PRESENTE É O ÚNICO PRESENTE QUE IGNORAMOS"  e quem me dera se ela não tivesse razão...
Mas oro para que possamos  viver o presente não para mudarmos o passado, mas para melhorarmos para o futuro e pode ser que ninguém conheça ao certo como nos sentimos no presente, ou os medos que temos hoje, pode ser que ninguém veja que tudo está desmoronando, as coisas não estão fluindo, que a sensação de morte seja um alerta para começarmos a viver de presente, com quem está presente, com as dificuldades, problemas e medos do presente, pois e do presente que faremos um passado para nos orgulhar e um futuro para não temer....
"O passado é história,o futuro é mistério,o agora é uma dádiva e por isso se chama presente" Kung Fu Panda
PS.: O PASSADO ELE LANÇA FORA E ELE ESTÁ NO PRESENTE

quarta-feira, 6 de maio de 2015

Enquanto ele lentamente desistia

O tempo passa rápido demais, os dias apesar de estarem sendo vividos, possuem sempre um amargo de fel, uma saudade manifesta em lágrimas, uma dor na ausência de sorriso e uma procura que leva à absolutamente nada, detalhes que se perdem, sim pequenos, mas o suficiente pra te trazer de volta, a dor do respirar que se cessa da vida que se encerra, jovialidade que se consome em algo que nada explica....Uma falta atormentável de alguém que te conhecia tal como a palma da mão, que viveu com você seus melhores e piores dias, que sabia todos os segredos do seu coração...
E você entende o porque SAUDADES NÃO TEM TRADUÇÃO exata, definida e expressa, as definições encontradas nos dicionário são rasasfalhas e insignificantes diante do que de fato se sente.... Os hábitos possuem poder de fazer-nos viver no piloto automático, faz se algo porque aquela pessoa gostava, prepara uma comida porque a pessoa gostava,mesmo sabendo que a mesma pessoa não vira, não irá te  irritar,o sorriso dela não mais encherá de alegria tua vida que agora e como a terra enquanto Deus a criava SEM FORMA VAZIA ... Vive-se apenas e porquê ainda há lutas a serem travadas, batalhas a serem dueladas... Vive-se apenas porquê ainda há o que se viver...
Vive-se sim, mas sendo agora apenas metade, metade de uma tensão que nos corrói por dentro, metade do sorriso que herdamos da infância. E por falar em infância...
Choramos juntos e não foi pouco, compartilhamos mais que um quilo e meio de sal, fizemos plural de nossa solidão,em minha quietude agitada, você era a verbalização em carne do que nunca dizia, alegando sempre "o que se sente e não se fala e porque se sente e não fala, porque palavras são só palavras..."
Será que a vida é apenas uma metáfora pra o que sentimos e não falamos? Ele não disse eu te amo mas partiu,assim como um soldado e sua armadura de pedra com coração de bronze, subestimando o reconforto de tais simples palavra. Mas que a reconfortaria, três simples palavrinhas que se diz quando se sente, mas que muitos sentem e não diz... Ele era a força dela e ela era a cuidadora de tudo pra o "Bem" dele... Ele chorava no chuveiro e ela na cama, hoje ele é só a lembrança que ela chora em qualquer canto da casa, que de pequena se tornou grande, hoje ele é apenas um número em um sistema do governo, uma morte a mais no trânsito, uma família a mais incompleta, um número em um túmulo, agora repousa em outra cama, um número... E ela? Bem ela... Grita o silêncio , a vida a deformada,escura e fria.... E sente falta do que ele nunca disse...E daquelas três palavrinhas que Ele nunca disse... Falta dele... Falta o ar demasiadas vezes...
Não e irônico que sintamos falta das brigas, dos socos, da bagunça...? Mas,super abundante em ironia ainda existir pessoas que não notaram a fragilidade da vida?  Quando se perde,e à propósito perdemos as pessoas quando elas se vão ou elas apenas retornam ao lugar de onde a vida se inicia? quando deixa de se ter  perto quem era seu pedaço, seu complemento ou simplesmente parte do seu melhor. Seu raio x refletido no espelho do outro... Verso e frente do que atravessa a alma...
Talvez devesse ser possível fotografar de dentro pra fora a agonia, e imprimir o coração afim de achar o defeito e sem anestesia o consertar, contrastar-se em um clarão...
Mas de onde tirou-se a idéias de que o que cala fala mais alto ao coração?
E hoje mais que nunca ela quis ser o raio x dele... E viver também o modo nobre com que ele via tudo, ela sempre foi o incontentamento e ele a falsa inércia esperando o momento em que o próprio universo traria de volta tudo ao seu devido lugar, ela se fez forte por ele e ele se fez inércia, ela surtava quando contrariada e ele se mantinha a própria inercia, não que não sentisse ou incomodasse, apenas dominava a situação, mas nunca deixava a mesma o dominar,eram sim feitos de uma mesma forma, mas eram sim opostos completos, mas o jeito dele consertava ela... Ele bagunceiro e ela com sua bagunça organizada, ela se jogava no sofá pra esperar ele voltar da balada... Hoje ele foi guiando mansamente as águas tranquilas, repousa sobre pastos verdejantes e cruzou com valentia o vale da sombra da morte... Ela soube que os médicos machucaram seu peito, tentando  te trazer de volta, enquanto você lentamente desistia,um soldado sabe quando sua missão foi findada....
Uma lágrima a mais nos olhos dela, enquanto ela tenta se convencer que não há vergonha em chorar é mais fácil... Um medo,a agonia, as  letras perderam as melodias... Partiu, foi se embora, jogou se de cabeça na imensidão, encontrou a tal luz no fim do túnel e apagou a minha... No mais...
A ele não mais dor, não mais sofrer... A ela,não saber o que fazer, morta em sua própria vida, se faz a inércia que ele aprendeu a ser... Inertemente tenta imprimir o coração em película, escura e fria pra combinar com a decoração, inércia que a faz querer atravessar paredes, rir do que não ria, isso desde que soube que eles machucaram seu peito... Perdeu o chão ao  ver-se sem o clarão do seu riso.
E hoje ela sabe que eles machucaram seu peito tentando o trazer a vida enquanto ele L.E.E.E.E.N.N.T.A.A.A.M.E.E.E.N.T.E DESISTIA....