Como eu era antes de você, e a importância que podemos ter na vida do outro

Gostaria de começar este texto fazendo uma pequena pergunta...

QUAL A MAIOR RIQUEZA QUE PODEMOS TER NA VIDA?
A minha resposta é: AMAR E SER AMADA! 

 Temos poucas certezas na vida, aliás temos uma certeza em nossa existência,  AS COISAS ACABAM... O fim é algo que não podemos evitar, não podemos fazer muita coisa sobre... O fim da vida, o fim do caminho, o fim do amor, do filme o fim de uma amizade, de um casamento, do biscoito preferido o fim de um relacionamento... O inevitável além dos fins é  que tudo fica ruim e nada parece ser capaz de fazer ficar bom de novo, o otimismo, a confiança, o estado emocional, tudo muda com o fim. 
Ok alguns finais somos até capazes de superar, eu sei... 

Mas até o superar é um fim... rs. Há quem supera queimando tudo o que o outro deixou, odiando quem foi de algum modo, evitando o contato com toda e qualquer lembrança, mas há também quem simplesmente para e pensa: JÁ CHEGA, VOU SEGUIR EM FRENTE! 
Esses são chamados de "decidos", "fortes" ou "bem resolvidos"... (mas, onde é que tá escrito que ser sensível é sinal de fragilidade?)

Ontem, assisti o filme COMO EU ERA ANTES DE VOCÊ, a trilha sonora, o sorriso encantador do Sam Claflin (Will), o figurino louco e cheio de personalidade da maluquete e estabanada da Louisa Clark (Emília Clarke) a história do livro e do filme que apesar de ser tão similar à outros romances, arrancaram de mim lágrimas e me fizeram pensar na importância que podemos ter na vida do outro, simplesmente o amando...

 A realidade dos nossos dias nos faz  confiarmos cada vez menos NA REALIDADE DO CUIDADO E AMOR DE Deus, e o que dizer de confiar no outro não é mesmo? Arrisco dizer que isso acontece, por muitas vezes nos faltar a oportunidade e a escolha de amarmos  alguém apesar, com e além dos defeitos e desfalques do outro.

Nos falta a oportunidade de verdadeiramente confiarmos uns nos outros, essa é a maior riqueza que podemos ter na vida, a oportunidade de deixarmos que o amor evolua a um ponto em que importe ter a pessoa como um grande amigo. Entendendo que não temos o poder ou o direito de muda-las. Mas temos a opção de amá-las.

 A "Lou" nos mostra isso, desde o primeiro instante em que ela aparece no filme com sua bondade gratuita, sincera e espontânea, com aquele sorriso gigante, sua falta de habilidade de lidar bem com situações difíceis, pessoas amargas e nem tão alegres quanto ela, Lou parece sempre estar encarando a vida e descobrindo nelas coisas interessantes, mesmo presa em uma única cidade de interior e sua rotina composta de trabalho, livros, casa,tv, a familia e o namorado, isso no alto dos seus 26 anos. Mesmo sem muita perspectiva, ela nos presenteia com sua fé na humanidade.
 O que fica claro quando ela é contratada para cuidar de Will, um empresário bonitão que ficou  paralisado (no sentido mais literal da palavra mesmo!)

 No primeiro contato Lou e surpreendida com o humor Ácido, de um bonitão que após um acidente automobilístico, ficou preso a uma cadeira de rodas e azedou em sua vida, mas nem isso foi capaz de azedar a doçura de uma garota saltitante.

 O fato é que entre uma xícara de chá, conversas estranhas sobre filmes, músicas infantis, meias de abelhinha e trocas de ironias e sarcarmos, nasceu entre esses dois um sentimento especial, chamem de amor se quiserem,  o fato é que  Will e Lou permitiram que as coisas fossem evoluindo, ambos mudaram a vida um do outro, e isso fica claro no decorrer do filme com um final nada feliz para um romance!

 Já perceberam como culpamos os outros e nos  culpamos também pelos fins?  E simplesmente ignoramos todas as coisas bacanas que foram construídas e vividas juntos, esquecemos de tudo o que o outro nos ensinou. Ficarmos apenas com o egoísmo do " Adeus". 

O mundo está cheio de Louisas Clarks por aí... Pessoas que de um modo ou outro estão vendo quem ama ir embora, sabendo que um dia o fim virá, e perdendo tempo tentando fazer com que as pessoas mudem, suas atitudes, suas escolhas, seus caminhos e a vida...

Lou nos ensina tanto sobre nós adptarmos a vida do outro. Por um momento Lou esqueceu de respeitar a decisão  de Will, de se colocar no lugar no dele... 
Por egoísmo, maldade ou egocentrismo? Não!
Mas por estar preocupada demais em ser boa pra alguém, enquanto não  era boa pra si. 
Quando queremos demais agradar alguém, esquecemos de pensar em nós mesmos. 

Will, pode ter sido um egoísta após esforçadamente a ensinar Louisa a não se contentar com a zona de conforto da vida pacata e a aceitar quem ela era e se orgulhar disso, e ainda assim escolher por fim a sua vida? Talvez...

Porém ele deixou, claro que  O FIM, A DESPEDIDA, OS OUTROS, NADA DISSO DEVE VIR ANTES DE NÓS MESMOS... 
AS PESSOAS VEM E VÃO, ELAS ENTRAM E SAEM DE NOSSAS VIDAS, MAS NÓS NÃO, NÓS FICAMOS COM A POSSÍVEL BAGUNÇA DEIXADA POR ELAS. 

E se for egoísmo bancar nossos desejos, ter orgulho de nós mesmos, de quem somos, do que nós tornamos, o mundo está precisando aprender com os cinemas como ser egoísta. Nós devemos ir, e voltar se preciso.
 Mas com cabeça erguida, precisamos aprender a transformar as nossas decepções em arte, precisamos entender que estamos de passagem, no mundo, na vida, no outro... 
E devemos fazer isso nos deixando viver o presente... 

Pois viver o presente, é um eficaz lembrete da  importância de rejeitarmos os "Para Sempre", para aceitarmos que o segredo, de seguir em frente, fazendo tudo que o outro deixou seja bom ou ruim, seja tido como lição, nunca esteve e nem estará no "PARA SEMPRE", e sim no   INFINITO ENQUANTO DURE. PENSE NISSO.

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